Entrevistas
16/12/2011
Paulo Canineu Neto, ex-treinador da Universidade de Cumberlands (EUA)
Brasileiro faz sucesso no futebol universitário dos EUA e fala sobre talento e oportunidade de trabalho
Equipe Universidade do Futebol*

O crescimento acelerado da população hispânica, culturalmente apaixonada pelo futebol, nos Estados Unidos, vem gradativamente aumentando a popularidade desse esporte em todos os níveis. Aliado ao bom desempenho das seleções norte-americanas (principalmente as de base), o interesse da mídia na cobertura da modalidade também entra na linha ascendente. É dessa maneira que um ex-jogador brasileiro, que fez sucesso nos campos universitários daquele país e hoje é um consagrado treinador local, analisa a situação.

Paulo Canineu Neto adentrou o ambiente competitivo aos 11 anos em um clube de Sorocaba, cidade do interior de São Paulo, onde nasceu. Ele tentou se profissionalizar como atleta no Corinthians, por quem defendeu todas as equipes de base, mas não chegou ao departamento principal. De volta ao seu lar, com 19 anos, atuou pelos profissionais do Atlético Sorocaba. Mas por poucos meses.

Emprestado ao Fluminense durante uma temporada, passou pelos juniores, mas não teve muitas chances com o primeiro time. Retornou ao fim do contrato, em 1995 e, no ano seguinte, voltou a jogar no São Bento. Foram mais dois anos encarando as adversidades em torneios de menor expressão antes de se mudar para os Estados Unidos. Aí, Neto brilhou.

"A mudança para os Estados Unidos me proporcionou a oportunidade de jogar futebol competitivo e cursar uma faculdade (Union College) no mesmo ambiente, o que representa uma série de vantagens. Me adaptei rapidamente e fui capaz de me destacar tanto no âmbito esportivo, como no acadêmico", relembra o brasileiro, que pôde conciliar o curso de Direito com sua paixão.

Em quatro anos, a equipe de Neto faturou três títulos de conferência, e nesse período ele marcou 69 gols e acumulou 50 assistências, marcas que até hoje são recordes na universidade. Além disso, foi relacionado entre os melhores jogadores do país por três anos consecutivos.

Concomitantemente, Neto estudou Gerenciamento Esportivo, Administração de Empresas e Educação Física, ponto chave para sua transição à área de gestão técnica de campo. Na Lincoln Memorial University (LMU), localizada no estado do Tennessee, foi assistente e responsável pelos programas de soccer masculino e feminino. O processo incluía também recrutamento, administração do orçamento, acompanhamento do desenvolvimento acadêmico dos atletas, logística de viagens, administração de clínicas e relações públicas.

"Depois de dois anos, senti que estava preparado para assumir uma equipe como treinador principal (head coach) e tive a felicidade de ter essa oportunidade na University of the Cumberlands, onde fiquei por quase seis anos", justificou Neto.

Nesta entrevista à Universidade do Futebol, com intermediação e participação direta do professor Helio D'Anna, com quem ele trabalhou, Neto explica com mais detalhes o Programa de Desenvolvimento Olímpico norte-americano na área de futebol, no qual é responsável pela seleção de futebol do estado do Kentucky, como a evolução técnica do esporte no país está totalmente ligada à influência de treinadores estrangeiros e a razão pela qual clínicas e acampamentos podem ser a porta de entrada a novos profissionais.


Universidade do Futebol - Fale um pouco sobre a sua trajetória dentro do futebol no Brasil.

Paulo Canineu Neto -
Comecei a jogar futebol competitivo aos 11 anos no São Bento, de Sorocaba, minha cidade natal. Aos 13 anos fui levado por um olheiro para o Corinthians, onde passei por todas as categorias de base, do infantil aos aspirantes. Quando saí, aos 19 anos, voltei para Sorocaba para jogar pelos profissionais do Atlético Sorocaba.

Nesta equipe fiquei apenas alguns meses, por quem joguei a Série C do Campeonato Brasileiro e fui emprestado ao Fluminense, onde fiquei quase um ano - inicialmente atuei pelos juniores, mas depois fui integrado aos profissionais.

Retornei do empréstimo no fim de 1995 e, no ano seguinte, voltei a jogar no São Bento. Me profissionalizei, atuei por mais dois anos, antes de mudar para os Estados Unidos.

Universidade do Futebol - Como foi sua experiência como jogador de futebol universitário nos Estados Unidos?

Paulo Canineu Neto - Foi uma das melhores experiências da minha vida. Sempre me dediquei muito aos estudos, a ponto de conciliar um curso universitário de Direito com o futebol profissional por dois anos.

A mudança para os Estados Unidos me proporcionou a oportunidade de jogar futebol competitivo e cursar uma faculdade (Union College) no mesmo ambiente, o que representa uma série de vantagens. Me adaptei rapidamente e fui capaz de me destacar tanto no âmbito esportivo, como no acadêmico.

Em quatro anos, ganhamos três títulos de conferência, e nesse periodo marquei 69 gols e obtive 50 assistências, marcas que até hoje são recordes na universidade.


Neto em ação pelo Union College, em 2002: à ocasião, foi eleito o melhor jogador do ano na sua conferência

 

Universidade do Futebol - Após sua carreira de jogador universitário, qual foi sua progressão dentro da carreira de gestor de campo?

Paulo Canineu Neto - Comecei como assistente técnico na Lincoln Memorial University, onde fiquei por dois anos. Esse foi um período de aprendizado intenso, tanto na parte técnica, como na administrativa, pois a mudança de jogador para treinador é lenta e de alguma forma difícil.

Tecnicamente, a adversidade vem do fato de você conhecer o jogo pela experiência como atleta, mas não saber exatamente como passar esse conhecimento a seus comandados.

Além disso, as responsabilidades do técnico universitário vão muito alem de treinar o time no campo. O processo inclui também recrutamento (talvez o aspecto mais importante e que demanda mais tempo do profissional), administração do orçamento, acompanhamento do desenvolvimento acadêmico dos atletas, gerenciamento de equipamentos e uniformes, logística de viagens, administração de clínicas, relações públicas, entre outras.

Depois de dois anos, senti que estava preparado para assumir uma equipe como treinador principal (head coach) e tive a felicidade de ter essa oportunidade na University of the Cumberlands, onde fiquei por quase seis anos.


"As responsabilidades do técnico universitário vão muito alem de treinar o time no campo", revela Neto, que estudou gerenciamento e administração

 

Universidade do Futebol - Você também passou por clubes nos Estados Unidos. O que pode falar dessa opção de trabalho no país?

Paulo Canineu Neto -
Desde o meu primeiro ano como treinador em 2003, trabalhei paralelamente com clubes nos Estados Unidos. A dinâmica de agremiações de futebol formadoras neste país é muito diferente da que temos no Brasil.

Nos EUA, o futebol como esporte profissional é somente a quinta modalidade de preferência nacional, ficando atrás de futebol americano, beisebol, basquete e até hóquei sobre o gelo. Porém, o futebol é com grande margem de diferença o esporte mais popular entre crianças norte-americanas, alcançando, de acordo com algumas pesquisas, o exorbitante número de 17 milhões de praticantes (entre futebol competitivo e recreativo).

A Liga Americana de Futebol Profissional (MLS) conta hoje com 16 equipes (outras duas estarão se juntando à competição em 2011) e possui somente uma divisão. Existem outras ligas profissionais, mas todas de menor expressão e sem nenhuma interligação.

Os clubes profissionais de futebol, em sua grande maioria, não possuem categorias de base nos moldes vigentes no Brasil e na Europa (equipes "dente de leite", infantil, juvenil, juniores, etc.). Essas equipes de formação existem e em grande quantidade, entretanto, são independentes das estruturas e departamentos daquelas instituições.

O reflexo dessa dinâmica é uma descentralização do futebol de base das mãos dos clubes profissionais. Hoje, há 3.094.868 crianças registradas nos EUA em 1.814 clubes de futebol competitivo para menores (essas estatísticas não incluem crianças e clubes de futebol recreacionais). Todos esses clubes competem em ligas estaduais, regionais e nacionais.

O objetivo primordial é sempre a disputa de títulos, o que diferencia o clube de seus competidores locais, proporcionando, assim, um número maior de torcedores; e, secundariamente, a formação de atletas para uma eventual transição para o futebol universitário e profissional.

A competição local entre clubes (principalmente de nível estadual) é muito acirrada e, como já foi mencionado acima, os clubes vêm sistematicamente procurando formas de oferecer um melhor produto no intuito de ganhar terreno diante da concorrência.

Dessa maneira, existe uma demanda altíssima para treinadores de futebol capacitados a fim de trabalhar na formação de atletas. Fazer uma carreira nessa área é totalmente viável.



 

Universidade do Futebol - O que é o ODP e qual seu envolvimento com essa iniciativa?

Paulo Canineu Neto - A tradução literal da sigla ODP é "Projeto de Desenvolvimento Olímpico". Esse projeto foi criado pela Federção Americana de Futebol (US Soccer Federation) em 1977 para acelerar o processo de desenvolvimento do futebol nos Estados Unidos.

O ODP funciona em um âmbito estadual e regional. Cada estado americano possui uma comissão técnica responsável por identificar e desenvolver técnica e taticamente equipes masculinas e femininas, de sub-12 a sub-17, para uma competição regional no fim de cada ano. Esse processo dura um ano e inclui peneiras iniciais, diversas sessões de treinamentos, jogos amistosos e torneios.

Ao término do ano, essas equipes estaduais se reúnem em uma determinada sede para uma disputa regional. O país é dividido em quatro regiões e cada uma delas inclui 12 ou 13 estados. Cada região também possui uma comissão técnica responsável por identificar e formar uma equipe regional para cada categoria.

Essas equipes regionais competem entre si e também internacionalmente durante o ano seguinte e servem como base para as seleções nacionais do país. Desde 2003, faço parte da comissão técnica do estado do Kentucky (a principio como assistente técnico, e depois como técnico principal).

Em 2008, fui convidado para fazer parte da comissão técnica da Região 2, onde este ano fui um dos técnicos da equipe sub-15. Em dezembro, estaremos participando de um torneio envolvendo as outras equipes regionais do ODP no complexo esportivo da Disney, e em março vamos disputar um torneio na Costa Rica.


Projeto criado pela Federção Americana de Futebol no fim da década de 70 mira acelerar o processo de desenvolvimento do futebol no país

 

Universidade do Futebol - Você adquiriu licenças de técnico nos Estados Unidos e na Europa. Qual a importância e validade dessas credenciais para quem quer seguir carreira na América do Norte?

Paulo Canineu Neto - Diferentemente do Brasil, para ser treinador profissional ou de base nos Estados Unidos e na Europa o profissional é obrigado a ter uma licença de treinador (cada nível exige um tipo de licença evidentemente).

Eu penso que as licenças são importantes em três níveis. Primeiramente, elas aumentam o seu conhecimento dentro do esporte, principalmente no que diz respeito à metodologia e didática. Em um segundo plano, atualmente, as licenças servem como parâmetro de diferenciação entre treinadores, o que ajuda instituições na hora de contratar e compensar profissionais do meio. Finalmente, no processo de obter licenças, os técnicos têm a oportunidade de desenvolver suas redes de contato (networking), o que talvez seja um dos aspectos mais importantes quando se fala em ascensão dentro da carreira.

A US Soccer Federation (USSF) oferece cinco licenças nacionais ("A", "B", "C", "D" e "E"). A licença "A" é a mais alta oferecida nos EUA. A Federação Americana usa o molde europeu de licenças, que são oferecidas em todos os países filiados à Uefa (Pro, "A", "B" e "C"). Eu possuo as licenças USSF "A" e Uefa "A".

Universidade do Futebol - Clínicas e "camps" também são uma opção de entrada nos Estados Unidos?

Paulo Canineu Neto -
O ano escolar começa em meados de agosto e termina no fim de maio. Os clubes de futebol de base praticamente seguem o mesmo calendário, o que faz como que os meses de junho e julho fiquem abertos para atividades extras, criando um cenário perfeito para a administração de clínicas de verão.

Essas clínicas (ou "camps") são muito populares e administradas por todo o país em todos os níveis (futebol competitivo e recreacional), por diferentes instituições - incluindo-se aí clubes, universidades e companhias especializadas.

Dessa maneira, existem muitas oportunidades de trabalhos até para técnicos estrangeiros, que são contratados periodicamente e de modo específico para esse trabalho no verão americano.




Neto em ação com uma atleta: clínicas e acampamentos são opções interessantes para período sem competições; estrangeiros são atraídos


Universidade do Futebol -
De que maneira você avalia a evolução da modalidade nos Estados Unidos e que importância têm os treinadores estrangeiros nesse processo de profissionalização?

Paulo Canineu Neto - O crescimento do futebol ou "soccer" dentro do cenário esportivo dos Estados Unidos é inegável. Apesar de no âmbito profissional o futebol ser apenas o quinto esporte mais popular no país, a modalidade é, disparada, a mais popular entre as crianças, alcançando, de acordo com algumas pesquisas realizadas pela divisão de base da Federação Americana de Futebol (US Youth Soccer), o expressivo número de 17 milhões de participantes mirins, como já citado.

O crescimento acelerado da população hispânica no país, culturalmente apaixonada pelo futebol, vem gradativamente aumentando a popularidade do esporte em todos os níveis. E isso, aliado ao bom desempenho das seleções americanas de futebol (principalmente as de base), fez aumentar o interesse da mídia na cobertura do futebol.

A evolução técnica do esporte no país está totalmente ligada à influência de treinadores estrangeiros, principalmente europeus (britânicos e alemães, em especial). Essa influência acontece desde meados do século passado, porém se acentuou nas décadas de 70 e 80 com a instituição e popularização da liga profissional de futebol (NPSL).

Muitos dos jogadores que fizeram parte dessa liga acabaram por se estabelecer no país e viraram treinadores após o término de suas carreiras. E essa geração nova de treinadores acabou influenciando um grande número de pessoas que até hoje estão ligadas ao esporte e de alguma forma controlam o futebol nos Estados Unidos.

A presença de treinadores estrangeiros é sentida em todos os níveis do futebol. Eles estão dentro de escolas, clubes formadores, universidades, clubes profissionais e em seleções nacionais. Suas nacionalidades variam profundamente, porém, é claro, há um número maior de treinadores britânicos, muito provavelmente pela facilidade na adaptação em decorrência da língua.


Elenco da Universidade de Cumberlands, temporada 2006-2007: alvo de Neto é, em dez anos, voltar ao seu país natal e dirigir uma equipe principal


 

Universidade do Futebol - É possível se dizer que já há uma "escola estadunidense de futebol", assim como há um modelo de jogo tipicamente inglês, italiano, brasileiro e argentino, por exemplo? Ou acredita que a globalização estabeleceu parâmetros e aproximou esses estilos?

Paulo Canineu Neto - Os Estados Unidos, como país, são historicamente o resultado da integração de diversas culturas. Esse processo que aqui é conhecido como "melting pot" também se estendeu para o futebol. Dessa maneira, a identidade do futebol "estadunidense" é o resultado da influência das escolas européias e latinas de futebol.

A herança européia (britânica, em especial) é a organização, disciplina e obediência tática apresentada por equipes norte-americanas, em geral. Como via de regra, utilizam um sistema 4x4x2 com duas linhas de quatro (efetivamente duas linhas de quatro lineares), um posicionamento defensivo muito compacto, uma marcação fortíssima (no seu campo de defesa), transições rápidas para o contra-ataque e muita aplicação nas jogadas de bola parada, tanto ofensiva como defensivamente.

Porém, existe um componente latino muito forte no DNA do futebol norte-americano, que é a diferenciação técnica e a capacidade de improvisação dos jogadores. Existe uma grande preocupação da US Soccer hoje em dia e um esforço consciente feito por treinadores no sentido de incentivar jovens a serem mais ousados na maneira de jogar futebol, abusando de dribles e jogadas de efeito (na medida em que o jogo permita isso). O desafio, entretanto, é aliar essas duas escolas de uma maneira que uma não se sobreponha à outra.



 

Universidade do Futebol - Em sua opinião, qual é o perfil atual do jogador de futebol nos Estados Unidos?

Paulo Canineu Neto - O típico jogador de futebol norte-americano tem por característica fundamental uma condição física apurada e balanceada no que diz respeito a resistência, velocidade, agilidade, força e potência. Outra característica elementar é a alta intensidade e agressividade com que o jogador norte-americano pratica o futebol. A esses dois componentes principais se aliam a aplicação tática e a busca por uma diferenciação técnica.

Pessoalmente me parece um bom molde se o objetivo for a formação de um jogador de futebol eficiente. Por isso não é nenhuma surpresa para mim os resultados expressivos que as seleções americanas (principalmente as de base) vêm obtendo ultimamente.

Há poucas semanas, os Estados Unidos venceram um quadrangular sub-17 promovido pela Nike na Flórida reunindo Brasil, França e Turquia. Os norte-americanos derrotaram os brasileiros por 3 a 1 na final da competição.

Universidade do Futebol - Como você vê o "espírito de competição" dos jovens norte-americanos? Eles praticam esporte para ganhar ou apenas praticam como um meio de educação, lazer e/ou saúde?

Paulo Canineu Neto - O povo americano é por natureza muito competitivo. Há uma busca, até certo ponto exagerada, de sempre obter o posto de número um. É assim na esfera política e econômica, onde os Estados Unidos mundialmente coordenam (ou controlam) todas as ações de guerra e paz ou estão no centro das negociações de programas de estabilização econômica, valorização ou desvalorização de moedas ou comércio exterior. É assim também na esfera esportiva, onde o país domina os quadros de medalhas em Olimpíadas e campeonatos mundiais na grande maioria das modalidades.

Evidentemente, as características de uma nação são o reflexo das características de seu povo. Assim, tenho convicção de que os jovens norte-americanos têm o espírito de competição exacerbado e, na medida de suas capacidades, praticam esporte para ganhar. Especificamente falando de futebol, existe um grande esforço da Federação Americana de Futebol no sentido de fortalecer o esporte no país. Essa intenção pode ser vista na recente contratação do consagrado técnico alemão Jürgen Klinsmann para comandar a seleção principal do país.

Além disso, a estrutura das competições de base foi totalmente reformulada nos últimos anos no intuito de aumentar a qualidade dos jogos e competitividade, e acelerar o desenvolvimento técnico dos atletas. Não ha dúvida de que os Estados Unidos hoje levam o futebol muito a sério e entraram nessa para ganhar.
 


 

Universidade do Futebol - Quais são seus próximos passos em se pensando na gestão de carreira?

Paulo Canineu Neto -
Quero continuar trabalhando no futebol universitário pelos próximos dez anos. Nesse período, pretendo conciliar meu trabalho com o Projeto de Desenvolvimento Olímpico (ODP) e, dentro dos clubes, possivelmente no cargo de "director of coaching" (supervisor técnico).

Também pretendo continuar fazendo estágios periódicos em clubes profissionais do Brasil e da Europa (no começo desse ano passei dois meses com as comissões técnicas de Santos e Corinthians).

Em dez anos, pretendo estar pronto para investir na carreira de técnico profissional, possivelmente no meu país natal.


*Colaborou Hélio D'Anna, treinador de futebol nos Estados Unidos

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